Enquanto cochila o cão
O bem-te-vi esperto lhe furta a ração
Espantado do mato pela produção
Eis seu jeito de dividir o pão
Primeiro um pouso no telhado de atenção
Seguido de vôo direto ao prato do amigão
Que sonado nem liga não
A oferta abundante lhe exige seleção
E levar de volta no bico o grão
Novo pouso no telhado em conexão
E um delicado trabalho de extrusão:
Pancada, pancadinha, pancadão
A transformar em pedaços o grão
Levar no papo o menor torrão
E dividir com a família faminta em reunião.
E todo dia assim a mesma ação
Enquanto cochila o cão
O bem-te-vi esperto lhe furta a ração
De grão em grão para a vida a salvação
Que de nenhum modo faz falta ao cão
segunda-feira, junho 16, 2008
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