Na casa do meu avô
tinha um pé de acerola
aonde eu me lambuzava
sempre que ele ia embora
Sozinho naquele canto
muitas frutas eu comia
e a casca e o caroço
só depois é que eu via
Na casa do meu avô
tinha um pé de acerola
aonde eu me lambuzava
sempre que ele ia embora
Todo dia era assim
fruta, fruta, eu engolia
e depois de algumas horas
pro banheiro eu corria.
Na casa do meu avô
tinha um pé de acerola
aonde eu me lambuzava
sempre que ele ia embora
Por conta da vovó
muita fruta eu comeria
mas por conta do vovô
de perto do pé eu sumiria.
Na casa do meu avô
tinha um pé de acerola...
sexta-feira, janeiro 23, 2009
quarta-feira, janeiro 21, 2009
DEVAGAR, DEVAGAR,,,
Por que correr? Pra que?
Pelas manhãs de hoje tenho me castigado pelos excessos cometidos em dias de ontem.
Corro. Diariamente corro cerca de 7 quilômetros.
Calma aí, que não é uma corrida desembestada de competidor. É marcha acelerada.
Maldito tal de triglicerídeos que nos consome pelas veias. Maldita e deliciosa gordurinha. Maldito e delicioso açucar.
Maria mole, pé-de-moleque, paçoquinha, bananada, goiabada, pessegada...adas, adas.
Gorduras mil, da picanha, do pernil... puta que pariu!
Por isso corro. Para queimar o excesso.
Na contra mão do meu tempo vem um velho (idoso).
Todo dia a mesma coisa. Eu correndo pra lá, ele vindo pra cá.
Enquanto corro contra o excesso, ele caminha lento, passo pós passo curtinhos, bengalinha numa das mãos.
Logo descobri que quando vou ele também está indo, apesar do sentido contrário.
Quase sempre nos cruzamos novamente na volta. Eu suado, cansado, respiração ofegante.
Ele novamente impávido nos seus passinhos
Agora as duas mão ocupadas: numa a bengala e na outra, os pãezinhos...
Pelas manhãs de hoje tenho me castigado pelos excessos cometidos em dias de ontem.
Corro. Diariamente corro cerca de 7 quilômetros.
Calma aí, que não é uma corrida desembestada de competidor. É marcha acelerada.
Maldito tal de triglicerídeos que nos consome pelas veias. Maldita e deliciosa gordurinha. Maldito e delicioso açucar.
Maria mole, pé-de-moleque, paçoquinha, bananada, goiabada, pessegada...adas, adas.
Gorduras mil, da picanha, do pernil... puta que pariu!
Por isso corro. Para queimar o excesso.
Na contra mão do meu tempo vem um velho (idoso).
Todo dia a mesma coisa. Eu correndo pra lá, ele vindo pra cá.
Enquanto corro contra o excesso, ele caminha lento, passo pós passo curtinhos, bengalinha numa das mãos.
Logo descobri que quando vou ele também está indo, apesar do sentido contrário.
Quase sempre nos cruzamos novamente na volta. Eu suado, cansado, respiração ofegante.
Ele novamente impávido nos seus passinhos
Agora as duas mão ocupadas: numa a bengala e na outra, os pãezinhos...
SOBREVIVÊNCIA
Descendo a rua enquanto eu corria,
ele subia em passos curtos e olhos pro chão.
Entre a relva de ervas daninhas
ele avista, abaixa e pega a latinha.
Pensativo, arguto, apoia-a sobre o asfalto do chão,
seu joelho se curva, seu pé se eleva e desce num pisão.
Assim amassado o fino metal
vai ao bolso da camisa social.
Continuo correndo, descendo, indo
ele a passos curtos segue subindo
sempre de olhos no chão.
ele subia em passos curtos e olhos pro chão.
Entre a relva de ervas daninhas
ele avista, abaixa e pega a latinha.
Pensativo, arguto, apoia-a sobre o asfalto do chão,
seu joelho se curva, seu pé se eleva e desce num pisão.
Assim amassado o fino metal
vai ao bolso da camisa social.
Continuo correndo, descendo, indo
ele a passos curtos segue subindo
sempre de olhos no chão.
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