Por que correr? Pra que?
Pelas manhãs de hoje tenho me castigado pelos excessos cometidos em dias de ontem.
Corro. Diariamente corro cerca de 7 quilômetros.
Calma aí, que não é uma corrida desembestada de competidor. É marcha acelerada.
Maldito tal de triglicerídeos que nos consome pelas veias. Maldita e deliciosa gordurinha. Maldito e delicioso açucar.
Maria mole, pé-de-moleque, paçoquinha, bananada, goiabada, pessegada...adas, adas.
Gorduras mil, da picanha, do pernil... puta que pariu!
Por isso corro. Para queimar o excesso.
Na contra mão do meu tempo vem um velho (idoso).
Todo dia a mesma coisa. Eu correndo pra lá, ele vindo pra cá.
Enquanto corro contra o excesso, ele caminha lento, passo pós passo curtinhos, bengalinha numa das mãos.
Logo descobri que quando vou ele também está indo, apesar do sentido contrário.
Quase sempre nos cruzamos novamente na volta. Eu suado, cansado, respiração ofegante.
Ele novamente impávido nos seus passinhos
Agora as duas mão ocupadas: numa a bengala e na outra, os pãezinhos...
quarta-feira, janeiro 21, 2009
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