Campinas explode cidade
Rompe barreiras em avenidas
Esquece o esgoto fora de galerias
E pune o veloz, eletronicamente, radar!
Campinas salta aos olhos, vermelhos
De sol se por, de sangue ferida de dor
Esquina por esquina, drops, drops, balas e balas
Esquina escura, esquina clara e cara.
Carro de rico, vem carro de pobre já pára
É medo do guarda e do outro que
Em arremedo dispara e cala.
Cala Campinas nos brancos das vestes
Doce Campinas de outrora rupestre
Chora Campinas suas lágrimas de breu
Clareia sua noite com chamas de velas
Campinas abate a alegria de outrora
Inerte em tristeza, em dor do corpo que rola
Desce ladeira, ex-córrego Orozimbo
Agora em pontes seus filhos abriga
Vai que vai Campinas altaneira
Violenta, sonhadora, traiçoeira
Foi que foi a Campinas de antão
Do Ford Bigode, moleque descalço na estação
Trem de ferro
Tem o ferro
Olha o berro
E morte de montão.
2001
sábado, janeiro 07, 2006
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