sábado, novembro 12, 2005

AH, SONHOS!

Ah sonhos que tive e que tenho
de noite e de dia e que me remetem ao nada.
Sonho que sou
Sonho que vou
Sonho que estou
Não sou
não vou
não "tô nem aí" com nada.
É com sol
ou com lua,
com pastos verdejantes
ou invernada.
Só sonho
que sou
que estou
que vou, no sonho,
morrer de facada.
Não é sonho, não é nada,
mera visão da alma ofuscada,
ou porque não dizer, penada,
vagando no escuro
da noite
da madrugada.
Sou alma errante
que vai sem dizer nada.
Sequer eu fui,
sequer eu sou
e sequer estou
nesta vida, danada.
Mas morrer não vou
pois quero mais
estar nos braços da amada
que parece esquecida
não parfece com nada
mas quando me cobre de beijos
ai que mulheres tresloucada!
Já não sonho,
nem morro, nem nada.
Já não vago errante sem dizer nada.
Já sei pra onde vou
porque sei que estou
de volta pra casa!

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