Ora vejo não ter mesmo outra saída
Pra que buscar em vão o que jamais vou ter
O jeito é deixar de botar remédio na ferida
pra que ela me corroa até morrer.
Creio que devo então encurta o tempo
fazendo a morte mais depressa me chegar
quero virar pó, solto, perdido ao vento
e não mais um ser que não sabe amar.
Por que viver buscando o impossível
se vaga em mim a vontade desprezível
de partir pra sempre sem ser indivisível
que outra idéia pode mais me ser plausível.
Sinto até que já estou partindo aos poucos
porém mais rápido partir é o que eu queria
para evitar que eu ainda fique louco
com a solidão que fez de mim sua moradia
Ah se o senhor ao menos me ouvisse
e me fizesse dormir não por um dia
para sempre em sono, sonhando, me levasse
deixando a outros o amor que enfim, me caberia...
Campinas 31/01/80 - 19;45
sábado, novembro 12, 2005
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