quinta-feira, novembro 10, 2005

INTRODUÇÃO

Dizia eu naquilo que chamei de Introdução de uns datilografados de 25 de fevereiro de 1972 que pensei publicar um dia:
"Engraçado este mundo. Muito engraçado. Faz do homem um mulambo; o faz sofrer em busca do amor. É o fim mas é assim. É ou não é? Responde! O homem pena, corre o mundo, faz até o impossível para encontrar este bendito sentimento. Cruza mares. Corta desertos e matas. Transpõe montanhas, faz tudo, tudo. Então quando encontra, chove felicidade. O mundo se desfaz em maravilhas. Tudo é belo. Tudo é cor. Tudo é, senão, amor.
Aí o homem sossega. Se estabiliza. Faz um lar. Constrói família. Ri. Vê nos seus filhos a realização da sua função procriar. Sente-se realizado. Homem!
Mas coistado daquele que o amor, o amor verdadeiro lhe escapa das mãos. Coitado. Sofre, sofre e chora. Mas suas lágrimas surgem em vão. O amor fugiu-lhe. E agora com o fazer para suprir esta falta básica no motor da vida? Então ele se desliga, nada lhe interessa, tudo é solidão. Só, só e sem amor. Para este, para este homem sá uma solução: a espera, pois só o tempo é capaz de concertar um coração! Tudo isto sei, pois tudo isto senti..."

E seguiam os sonetos, como aqui:

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