domingo, novembro 13, 2005

MORTO VIVO

Do tanto quanto vivi
isto jamais esperei
amar, amar como amei
ser esquecido assim, por que, não sei.
Talvez castigo me seja
por dela ter um pouco abusado
não não foi razão para ter me deixado
assim como me deixou, acabado.
Acabado pro mundo fiquei
pro mundo sei que morri
pois enquanto estava ao teu lado
nunca chorei, só sorri.
Agora, morto sei que estou,
pois só aquele tempo sei, que de fato vivi.
Vivo estou só na carne
na alma morto de fato estou
agoranunca tão pouco a vida me interessa
e sofrendo como sofro logo
morrer da carne também eu vou.
Nunca vou te esquecer
e pra sempre teu eu vou ser
Esperar-te, esperar-te por toda a vida
Esperar-te eu hei até morrer!

Santos/sp 14/12/71 - 9;45 horas

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